quinta-feira, 27 de março de 2008

Softwares para deficientes visuais

De: Andréa Alves - 30/05/2005 - 18:10

Segundo dados do IBGE, existem hoje no País 160 mil cegos e outros dois milhões de pessoas com pouca visão. Nesta realidade, menos de dez mil pessoas têm acesso à informática. Não é possível falar em inclusão digital sem considerar esses números e já há algumas iniciativas no Brasil para facilitar o acesso de deficientes visuais a recursos computacionais, com o desenvolvimento de softwares para cegos.

Letra

O software Letra (Leitura Eletrônica) foi desenvolvido pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) em parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD) ligado à Universidade de Campinas. Transforma textos que estão em formato eletrônico em arquivos de áudio. O Letra "lê" os fonemas escritos e transforma tudo em som.

Dosvox e Sinal

Outro software, ainda em fase de desenvolvimento, é o Sinal (Sistema Interativo de Navegação no Linux), criado a partir do Dosvox, conjunto de programas de acessibilidade digital via sintetizador de voz desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Código aberto

O Sinal é a versão do Dosvox para o código livre. É "bootável", vem em apenas um CD e faz a "leitura" de tudo o que existe no PC para o usuário.

Mudanças

A mudança na vida dos deficientes visuais com a introdução da informática é notória. “É uma janela que se abre e deixa nossa vida mais perto da normalidade”, resume Marcos. Mas a realidade para os deficientes que não têm acesso à tecnologia é outra.

Este documento encontra-se completo em:

Fonte: http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia_especial.php?id_secao=17&id_conteudo=44



Tecnologias especiais para crianças com necessidades especiais

A educação especial desenvolve-se em torno da igualdade de oportunidades, em que todos os indivíduos, independentemente das suas diferenças, deverão ter acesso a uma educação com qualidade, capaz de responder a todas as suas necessidades. Desta forma, a educação deve-se desenvolver de forma especial, numa tentativa de atender às diferenças individuais de cada criança, através de uma adaptação do sistema educativo.

A evolução das tecnologias permite cada vez mais a integração de crianças com necessidades especiais nas nossas escolas, facilitando todo o seu processo educacional e visando a sua formação integral. No fundo, surge como uma resposta fundamental à inclusão de crianças com necessidades educativas especiais num ambiente educativo.

Como uma das respostas a estas necessidades surge a utilização da tecnologia, com o desenvolvimento da Informática veio a se abrir um novo mundo recheado de possibilidades comunicativas e de acesso à informação, manifestando-se como um auxílio a pessoas com necessidades educativas especiais.

O uso da tecnologia pode despertar em crianças especiais um interesse e a motivação pela descoberta do conhecimento tendo em base as necessidades e interesses das crianças. A deficiência deve ser encarada não como uma impossibilidade mas como uma força, onde o uso das tecnologias desempenha um papel significativo.

O texto pode ser lido na integra no link abaixo:

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_especial

O uso da tecnologia assistiva no processo de inclusão escolar


Inclusão escolar

O sucesso do processo de inclusão está diretamente ligado à possibilidade de reconhecer as diferenças e aceitá-las. Isso não significa ignorá-las, isso não significa colocar crianças com necessidades educacionais especiais na sala de aula regular e esperar que elas aprendam pela proximidade com seus colegas da mesma idade. Respeitar as diferenças é oportunizar os recursos necessários para que a criança aprenda.

O Brasil tem hoje, segundo o Censo escolar de 2005 (MEC, 2006), 640.317 alunos com necessidades educacionais especiais matriculados nas escolas do país, portanto esse não é um problema que possa ser ignorado.

O uso da tecnologia no processo de inclusão escolar

Ao longo da história, a tecnologia vem sendo utilizada para facilitar a vida dos homens. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia é a diferença entre o “poder” e o “não poder” realizar ações.

No processo de inclusão de crianças com dificuldades motoras, o terapeuta ocupacional poderá coordenar:

  • Adaptações ambientais como: rampas, barras nos corredores, banheiros e sala de aula, tipo de piso, sinalização dos ambientes, iluminação e posicionamento da criança dentro da sala de aula considerando sua possibilidade visual.
  • Adaptação postural da criança na classe com a adequação da sua cadeira de rodas ou carteira escolar e adequações posturais nas atividades das aulas complementares ou de lazer.
  • O processo de ensino-aprendizagem com a confecção ou indicação de recursos como: planos inclinados, antiderrapantes, lápis adaptados, órteses, pautas ampliadas, cadernos quadriculados, letras emborrachadas, textos ampliados, máquina de escrever ou computador.
  • O recurso alternativo para a comunicação oral com a utilização de pranchas de comunicação ou comunicadores e,
  • A independência nas atividades de vida diária e de vida prática com adaptações simples como argolas para auxiliar a abertura da merendeira ou mochila, ou copos e talheres adaptados para o lanche.

Fonte: http://www.tecnologiaassistiva.com.br/adcaa/inclusao/inclusao.asp

Links Interesantes

http://deficienciavisual.uniblog.com.br/