Segundo dados do IBGE, existem hoje no País 160 mil cegos e outros dois milhões de pessoas com pouca visão. Nesta realidade, menos de dez mil pessoas têm acesso à informática. Não é possível falar em inclusão digital sem considerar esses números e já há algumas iniciativas no Brasil para facilitar o acesso de deficientes visuais a recursos computacionais, com o desenvolvimento de softwares para cegos.
Letra
O software Letra (Leitura Eletrônica) foi desenvolvido pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) em parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD) ligado à Universidade de Campinas. Transforma textos que estão em formato eletrônico em arquivos de áudio. O Letra "lê" os fonemas escritos e transforma tudo em som.
Outro software, ainda em fase de desenvolvimento, é o Sinal (Sistema Interativo de Navegação no Linux), criado a partir do Dosvox, conjunto de programas de acessibilidade digital via sintetizador de voz desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Código aberto
O Sinal é a versão do Dosvox para o código livre. É "bootável", vem em apenas um CD e faz a "leitura" de tudo o que existe no PC para o usuário.
Mudanças
A mudança na vida dos deficientes visuais com a introdução da informática é notória. “É uma janela que se abre e deixa nossa vida mais perto da normalidade”, resume Marcos. Mas a realidade para os deficientes que não têm acesso à tecnologia é outra.
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